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EP Cris Mendes
Podcast

América Latina: O novo hub do e-commerce mundial

Convidado: Cristiano Mendes - CCO LATAM edrone

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Neste episódio

A evolução da tecnologia no e-commerce: do botão de compra à IA

Democratização tecnológica e o acesso para pequenos lojistas

Tráfego pago vs. Construção de base própria (First-party data)

O papel estratégico da América Latina no cenário global

Tendências para 2026: Agentes de IA e Personal Shoppers

Assista ao trigésimo episódio do edroneCast no YouTube!

https://youtu.be/rsL-uISuSMY

Edvaldo Firme: Olá pessoal de casa, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio aqui do edroneCast. Eu sou Edvaldo Firme, especialista em comunicação digital aqui na edrone e hoje eu tenho o prazer de receber Cris Mendes, o nosso novo CCO da edrone e responsável pela nossa expansão na América Latina. Seja bem-vindo, Cris! Tudo bom?

Cristiano Mendes: Tudo bem? Como é que está? Tudo ótimo!

Edvaldo Firme: Cris, se apresenta para o pessoal de casa e conta um pouquinho da sua história para a gente poder dar início nesse papo e falar bastante sobre tecnologia no mundo hoje também.

Cristiano Mendes: Bem, eu sou CCO, que não diz muita coisa. Chief Commercial Officer é um diretor comercial. Sou responsável pela parte comercial do negócio da edrone agora na América Latina. Eu já venho de uma carreira em tecnologia de mais de 15 anos. Eu passei pela Shopify, trouxe a Shopify para o Brasil, fui o diretor aqui na operação brasileira. Tive um cargo de liderança no Google também na América Latina, fazendo integração de Google Shopping com plataforma de e-commerce. Passei por algumas empresas aí nesse setor e vim parar agora aqui para ajudar nessa missão aí de levar a edrone para outros países aqui.

Edvaldo Firme: Olha que bacana! Então dá para dizer que você é um importador e exportador de tecnologia e isso combina muito com a primeira pergunta que eu queria te fazer, Cris. E eu acho que ela pode ser a nossa linha guia para nossa conversa, que é: qual é a principal importância para você, que tem esse know-how todo da tecnologia, nessa expansão global do e-commerce para todos os nossos cenários hoje? Tanto no Brasil, América Latina, Polônia… para todos os lados, a gente vê a tecnologia cada vez mais presente no mercado. Como você vê isso? Isso é algo possivelmente positivo, mas quais são as nuances de tudo isso?

Cristiano Mendes: Sim, certamente é positiva. A gente vê um avanço. Quando eu comecei a olhar ou trabalhar com e-commerce, isso ainda lá em 2015, 2016, a gente era muito incipiente. Era um botãozinho de “comprar” que você botava num site e aquilo já gerava um resultado tremendo.

Edvaldo Firme: Nossa, que momento da internet aquele que você colocava R$ 1 no tráfego pago e voltava dez.

Cristiano Mendes: Voltava bastante dinheiro. Hoje, infelizmente, não é mais assim, mas existem outras oportunidades. Então a tecnologia evoluiu muito de forma a ajudar quem precisa e quem quer vender online, ter muito mais facilidade para fazer isso. Então a gente partiu de uma evolução de algo que ainda era muito manual para um modelo hoje onde a gente tem uma integração muito grande de soluções de plataformas de tecnologias para você montar sua loja, vender online e conseguir fazer a gestão disso de uma maneira organizada e até mesmo simplificada.

Cristiano Mendes: Porque eu acho que esse é o grande desafio, sempre foi o grande desafio: o que acontece também do outro lado da tela, o que acontece depois do clique. Depois que eu, como comprador, fui lá, botei meu cartão, apertei o botão de comprar. Existe uma série de atividades que vão acontecer a partir daí, que são super importantes para garantir que a minha experiência ou a sua como comprador seja positiva. Então, acho que a tecnologia tem evoluído para atuar nessas duas frentes: no lado que ninguém enxerga, que é a “cozinha” do lojista…

Edvaldo Firme: O back office.

Cristiano Mendes: O back office, a operação. E o outro lado: o lado que a gente vê. Uma loja bonita, com design bacana, com recursos legais, com formas diferentes de capturar a atenção daquele potencial cliente. Então acho que a gente vê uma evolução muito grande, muito rápida nisso. A gente tem hoje aí a IA entrando muito forte também dentro desse cenário. E isso tudo tem contribuído muito para que eu, como um lojista, mesmo sendo um lojista pequeno, tenha acesso hoje a tecnologias que pouco tempo atrás seriam muito caras para mim.

Edvaldo Firme: Total, né?

Cristiano Mendes: Que só o grande lojista, aquele grande varejista, olhava e dizia: “isso aqui eu não tenho condições de pagar”. E hoje a gente tem acesso a essas soluções.

Edvaldo Firme: Isso é um dos pontos mais importantes que eu particularmente observo também, que trabalho por sorte há 15 anos também com o e-commerce. A minha primeira experiência no mercado digital foi com o e-commerce. Eu lembro exatamente desse cenário que você descreveu, que era, cara, uma dancinha no botão. Era tudo que você precisava: botar o botão de outra cor, fazer uma campanha de tráfego super simples, zero direcionada, e você vendia muito. E aí a tecnologia ajudou a formar novos profissionais que entenderam quais eram os gargalos e como aquilo poderia melhorar. Mas, ao mesmo tempo, criou também um cenário um tanto quanto estático dentro do e-commerce durante um período.

Edvaldo Firme: Então, eu concordo muito com você a partir do momento que você diz que a IA veio para democratizar o que antes era muito, muito elitizado, né? Eu cheguei a trabalhar com VTEX antigamente, lojas que precisavam de um faturamento muito alto só para conseguir pagar a plataforma. E aí hoje a gente empilha plataformas do outro lado com a tecnologia, cada uma fazendo uma tarefa diferente, mas todas mais acessíveis. Você acredita que para o futuro isso vai se tornar cada vez mais normal ou a gente vai chegar em um momento da ferramenta definitiva?

Cristiano Mendes: Não, a gente não chega na ferramenta definitiva. Acho que a evolução é constante. A gente viu isso ao longo do tempo. A IA certamente vai revolucionar a forma como a gente faz e-commerce, mas não acredito que a gente vai chegar num modelo estanque. O consumidor evolui e eu acho que esses são os dois lados também. Nós, como consumidores, evoluímos, ficamos mais críticos, mais exigentes. O que antes a mudança de uma cor num botão fazia com que o meu comportamento de consumo alterasse, hoje já não faz mais.

Cristiano Mendes: Eu preciso de mais argumentos que me convençam a comprar aquele produto do que simplesmente um botão atrativo. A gente tem diversos elementos que eu posso trabalhar para induzir ou incentivar a compra de um produto: influenciadores, prova social, marketing com diferentes atributos de texto e imagens… mas é sempre um conjunto. Não é mais uma coisa só que vai fazer virar aquela roda e eu vou vender. A concorrência também faz isso. Você mencionou que antes eu tinha menos concorrência, investia menos dinheiro e tinha um retorno legal. Hoje, aquele mesmo dinheiro que eu coloco tem outras 100.000 lojas fazendo aquele mesmo investimento, competindo pela mesma palavra-chave ou pela mesma audiência.

Cristiano Mendes: E aí, o que a gente tem de vantagem nisso quando falamos do avanço da IA? Hoje, trazendo para a realidade de um pequeno negócio, para não ficar só no campo teórico: hoje eu consigo fazer uma segmentação que anos atrás, numa plataforma técnica, você teria que ter uma ferramenta de analítica super cara e um…

Edvaldo Firme: Profissional extremamente bem remunerado, porque o pessoal de BI até hoje continua custando caro. Então empilhava-se um preço muito alto para a extração.

Cristiano Mendes: De uma Omniture da vida, que existia, que era uma tecnologia justamente para fazer essa análise e segmentação de tráfego para você fazer uma campanha mais assertiva e ter um retorno melhor do seu investimento. Hoje você tem ferramentas muito mais simples, com um clique, como a própria edrone, que faz essa segmentação para você e você consegue atingir o cliente e ter um retorno excelente para o seu investimento. Isso está acessível para o lojista que está começando agora.

Cristiano Mendes: Então, quando falamos dessa democratização, é óbvio que ela também aumenta a concorrência. Se está disponível para mim, está disponível para o meu concorrente também. Então cabe ao lojista ficar atento e se manter atualizado, porque a maioria fica tão imerso na operação — empacotar o pedido, enviar, cuidar do estoque, nota fiscal — que às vezes esquece de olhar um pouquinho para fora, dar aquela respirada, botar a cabeça fora da água.

Edvaldo Firme: Eu costumo brincar que ambos trabalhamos com tecnologia há tempo suficiente para ter conhecido dois perfis: o do gerente de e-commerce e o do gestor. O gerente é exatamente esse personagem que você acabou de falar: é o cara que vai estar em todos os cantos da operação vendo se o produto foi bem embalado, se a nota fiscal saiu certinho, se a coleta foi feita… ele vai se responsabilizar por gerenciar os processos. Enquanto o gestor tem que estar preocupado em como fazer a empresa funcionar melhor.

Edvaldo Firme: E aí isso é a grande balança que a gente tem no cenário brasileiro, por exemplo: às vezes a empresa não consegue ter os dois. Muitas vezes porque é o que eu costumo brincar, que é a “eu-presa”: uma pessoa sozinha, com um sonho, muita garra, indo lá e fazendo acontecer. Então a gente sabe que tem tanto a edrone com um plano gratuito para a pessoa poder escalar de maneira sustentável, mas, pô… eu brinco, mas é a mais pura verdade: cara, tem o ChatGPT aí. E a partir do momento em que você tem acesso a uma LLM, seja ela qual for — ChatGPT, Manus, Claude — você está três passos à frente de quem você era antes.

Edvaldo Firme: Porque não ter acesso ao conhecimento é mais difícil do que você ter acesso e não saber o que fazer com ele. Quando ninguém tinha, fazia sentido você pagar R$ 30, 50, 100 mil para um especialista de BI ir lá e sentar na tua operação e fazer uma análise. Hoje em dia você consegue baixar um documento e jogar no ChatGPT. Isso que a gente está falando do cenário mais simples possível, né? Mas ele vai baixar um CSV ali, um documento, vai subir ali e falar: “me ajuda”.

Cristiano Mendes: Ele ajuda a entender. E esse é um exercício que eu fiz. Eu costumo brincar que tenho a sorte ou a oportunidade de estar dos dois lados da mesa: também tenho minha loja, meu pequeno e-commerce, e trabalho na tecnologia do outro lado como plataforma. Esse foi um exercício que eu fiz antes de conhecer outras soluções, mas já pensando em IA: eu fui lá, extraí minha base de clientes porque queria entender de onde são esses clientes. Não é muito fácil em certas plataformas ter uma visão de segmentação. Eu extraí a base histórica, joguei no ChatGPT e falei: “me ajuda a montar um gráfico aqui para entender de onde são, de que parte do Brasil são, não só o estado, queria entender a concentração”.

Cristiano Mendes: E aí eu percebi que a maioria dos clientes era do interior do Brasil. Pedi para ele me ajudar a identificar comportamento de consumo, recorrência de compra: os clientes compram de novo? Com que frequência? O que ele compra primeiro e o que ele compra depois para eu entender que produto eu destaco. Ah, se eu entendo que ele compra primeiro esse copo e depois ele compra a jarra, eu vou destacar o copo no meu site e depois faço uma campanha de e-mail marketing para vender a jarra. Então, assim, a gente tem ferramentas que hoje você consegue fazer isso em poucos segundos. Mas, de novo: é conseguir sair da operação. Acho que hoje o mais difícil é isso. E aí você tocou num ponto: a maioria dos e-commerces é uma pessoa, um casal, uma família. Começa pequeno, isso é natural, mas você precisa se dar esse luxo…

Edvaldo Firme: Entender que hoje em dia dá para ser mais que isso.

Cristiano Mendes: Que dá para ser mais que isso, de achar esse tempo. Que sejam 30 minutos, uma hora para você parar e tentar pensar no seu negócio além do dia a dia…

Edvaldo Firme: Operacional.

Cristiano Mendes: Do operacional. Senão, fica muito difícil crescer. A concorrência aumenta, você vai continuar investindo, sei lá, R$ 1.000 em ads e cada vez isso vai retornar menos visita na sua loja. E aí você está fazendo só o mesmo, só repetindo aquilo, e o seu negócio não evolui. Então é olhar para as ferramentas que têm hoje disponíveis e o que eu posso fazer diferente.

Edvaldo Firme: E às vezes eu sempre provoco as pessoas que muitas vezes não é nem o “quê”, é o “como”. Porque, pô, eu acredito — igual você deu o exemplo aqui do copo e da jarra — eu acredito que o copo vende primeiro que a jarra, mas eu não tenho nenhum modo de ter certeza disso. Como que eu vou descobrir? Eu posso fazer um teste, eu posso fazer uma leitura. Então é muitas vezes o dono do e-commerce entender que a virada de chave não está no fazer, está no como fazer.

Cristiano Mendes: Eu acho que o acesso hoje está melhor. Vou pegar um gancho no que você falou lá no começo, que eu, como executivo, sou um “importador”. Isso foi um caminho que eu tracei. Começou por acaso, mas depois eu entendi que eu era bom nisso e é isso que eu gosto de fazer. Eu comecei minha carreira em tecnologia trabalhando numa empresa de hospedagem de sites lá em Porto Alegre, chamava KingHost. Ela ainda existe, foi comprada pela Locaweb. Em um dado momento eu enxerguei que o mercado de hospedagem de sites era meio…

Edvaldo Firme: Flat.

Cristiano Mendes: Flat, commodity. Todo mundo mais ou menos o mesmo, os preços tudo relativamente caro. Tem espaço para um outro player aqui, né? Por que uma grande empresa global não vem para o Brasil? Eu fui lá bater na porta da GoDaddy nos Estados Unidos pelo LinkedIn, fui atrás dos caras e falei: “cara, vocês não têm interesse no Brasil? O mercado é tão grande”. Encurtando a história, eu convenci os caras a entrar no Brasil, trouxe eles para cá com o objetivo de trazer uma solução melhor, com preços mais acessíveis para o pequeno negócio.

Cristiano Mendes: Então a gente estava ainda naquela onda de ter presença online, de ser encontrado no Google, de você ter um website. Foi aquela onda. E aí essa democratização fez com que todo o mercado baixasse o preço e passasse a oferecer uma tecnologia…

Edvaldo Firme: Melhor.

Cristiano Mendes: Melhor e mais barata para o cliente final. Depois eu fiz a mesma coisa com a Shopify. Fui lá atrás dos caras pensando na onda de e-commerce: “vamos para o Brasil?”. E hoje a gente tem tecnologias mais acessíveis no Brasil que fazem sentido para o pequeno negócio. Talvez uns cinco ou dez anos atrás a gente pagaria muito caro. A própria evolução da tecnologia faz com que os custos diminuam, e também a entrada de empresas de fora ajuda nessa concorrência. A gente tem o próprio exemplo da edrone aqui, que traz uma solução com um valor acessível para o cliente resolver essa dor.

Edvaldo Firme: Hoje, com algumas dores.

Cristiano Mendes: Algumas dores que ele nem imaginaria. Eu falo isso porque eu pensava, como lojista, que era caro ter uma solução que faz o que a edrone faz. E aí eu conheci a edrone primeiro como cliente, eu avaliei ela como cliente antes de me tornar um funcionário da edrone. Então eu tive essa experiência de testar o produto, de gostar e entender: “isso aqui resolve a minha dor”. Mas um outro ponto importante: a gente tem que tirar nossos vieses da tomada de decisão. Eu, Cris, não gosto de botar e-mail em pop-up de site para ganhar desconto. Estou errado? Estou, porque estou perdendo desconto, mas eu não gosto de botar. Mas as pessoas colocam.

Cristiano Mendes: E aí eu era cético quando fui testar e botar pop-up na minha loja. Tive um papo com o time de vendas, eles explicaram a plataforma e eu: “tá bom, vou testar”. Instalei o negócio e em 24 horas já tinha se pagado. Aí eu comecei a falar: “caramba!”. Depois veio mandar SMS… quem é que abre SMS hoje, né? Fiz lá uma campanha de SMS e o negócio dá resultado. O WhatsApp dá resultado. Eu falei: “cara…”

Edvaldo Firme: E eu estava não fazendo.

Cristiano Mendes: E eu não estava fazendo nada disso. A lógica era essa: a gente fez uma continha, eu lembro dos números. Eu tenho, sei lá, de tráfego pago, umas 40.000 visitas por mês para minha loja. Eu tenho 1.000 pedidos no mês. 39.000 chegam e vão embora sem deixar informação nenhuma.

Edvaldo Firme: Agora, pelo menos…

Cristiano Mendes: Agora eu pego uma parte disso, eu retenho. Eu tenho lá esses dados, essas pessoas, faço ações em cima delas e tenho um retorno de investimento muito maior.

Edvaldo Firme: Principalmente quando o pessoal de casa já deve estar cansado de me ouvir falar disso, porque é o exemplo que eu mais gosto de trazer, mas é o mais verdadeiro: no mercado de e-commerce brasileiro hoje você tem duas maneiras de vender bem e gerar faturamento. Uma é ter uma torneira de dinheiro aberta para fazer tráfego pago — e quando a gente diz uma torneira aberta, Cris, a gente está falando de lojas que gastam mais de R$ 10.000 enquanto a gente conversa aqui. Ou empresas que entendem a necessidade de trabalhar o cliente da base, que é onde está o lucro, onde a coisa se paga. Porque você gasta muito no custo de aquisição e às vezes esse cliente chega uma vez só e não se paga porque o seu produto está promocional.

Edvaldo Firme: Então existem camadas e camadas para chegarmos a essa mesma conclusão. E eu sempre bato na tecla: e o dia que fecharem a torneira de dinheiro? Virou o ano e a gente viu isso acontecendo porque agora o Meta está repassando quase 12% de imposto já incluso. Então se você colocava R$ 1.000, R$ 120 já morreu para o Meta. Fora isso, tem todas as outras continhas que vão encarecendo cada vez mais a aquisição do cliente. Você acredita que esse caminho tem volta ou daqui para frente só encarece?

Cristiano Mendes: A notícia ruim é que acho que só encarece. As big techs se aproveitaram dessa mudança tributária para adicionar um custo; esse imposto eles já pagavam antes, mas agora repassaram para a gente como anunciante. E fica mais caro a cada dia que passa. Se o lojista não tomar nenhuma atitude para construir sua própria base, é aquela analogia: você está sempre construindo em cima de um terreno alugado, porque o dado não é seu. Você está lá fazendo campanha, mas para eu chegar no Ed de novo…

Edvaldo Firme: Vou ter que pagar mais.

Cristiano Mendes: Vou ter que pagar com anúncio de novo para você entrar. Agora, se eu crio incentivos para quando você visita a minha loja e faço com que você deixe algum tipo de informação — seu e-mail, seu telefone — eu consigo te acessar de novo sem ter que pagar de novo à Meta. É muito mais barato, né? E eu passo a ter essas informações do seu comportamento de uma forma muito mais específica. Eu consigo ver exatamente o que você está buscando e ser bem mais preciso na minha oferta para te conquistar como cliente.

Cristiano Mendes: Então o custo tende a aumentar. E aí a gente entra de novo na esfera da IA, que é o lado positivo, mas também tem um impacto de aumento de custo, porque a IA também é um consumidor. Ela também clica em anúncio quando está fazendo a busca. Como um agente de comércio, ela também vai aumentar nossos custos, porque pense que é um exército infinito de robôs que também vão entrar no papel de comprador. Isso já começa a acontecer. O custo tende a aumentar e a gente precisa cada vez mais olhar para essa segmentação, não ficar fazendo campanha de “mar aberto”, atirando para o Brasil inteiro. É fazer essa análise.

Cristiano Mendes: Eu olhei aquele mapa do Brasil porque eu fazia campanha com segmentação “Brasil”, falando português, homens e mulheres entre 18 e 65 anos… a campanha mais braços abertos possível. Você pegava quase todo mundo. E aí eu fiz aquela análise: eu preciso refinar. Eu quero mais compradores do que aqueles que já estão comprando de mim. Entendi que naquele momento não tinha uma compra muito grande em capital, era uma compra grande no interior dos estados. Consegui refinar por cidades, por regiões, e minha performance começou a melhorar. Meu retorno do investimento em mídia melhorou, mas ao mesmo tempo isso chega a um ponto que satura e você começa a ter concorrentes copiando a sua estratégia.

Edvaldo Firme: Até ter que brigar pelo preço do lance.

Cristiano Mendes: No lance, e seu custo aumenta. Então, essa visão eu não tinha. A primeira coisa que eu fazia ao montar uma loja era excluir aquele campo de newsletter: “deixe seu e-mail aqui”.

Edvaldo Firme: “Não vai ter newsletter”.

Cristiano Mendes: “Não vai ter newsletter porque eu não vou mandar conteúdo para ninguém, não vou ficar escrevendo blog”. Eu deletava aquilo por padrão.

Edvaldo Firme: Veja só a doideira.

Cristiano Mendes: Veja só, né? E hoje já tenho ali uma base. Acho que desde que comecei a usar a edrone em dezembro, já tenho uma base de uns 3.000 inscritos que está rodando direto. E o mais louco foi que, quando fui testar, eu ativei o negócio e ele já criou os pop-ups tudo com a identidade da minha loja.

Edvaldo Firme: Tudo se conectando.

Cristiano Mendes: Se conectou. Eu não fiz nada, só apertei em ativar. Eu não alterei texto, não alterei nada… fui muito preguiçoso nesse sentido. Eu poderia ter alterado, mas estava bom.

*Edvaldo Firme: Mas aí entra muito a questão, Cris: essa é a parte que a gente volta lá para pensar. Quando estamos falando do pequeno e médio, estamos falando da “eu-presa”, da empresa familiar. Para a pessoa ter decidido ir para o e-commerce, alguma coisa mudou na vida dela, nem que seja um grito de desespero e ela falou: “Ok, não aguento mais ser CLT, vou abrir minha própria loja”. Isso não faz dela um especialista em design, em comunicação, em SEO. Infelizmente a gente sabe que muita gente morre na praia porque tinha só uma boa ideia.

Edvaldo Firme: E aí eu acredito muito que a IA vem para fazer com que essas pessoas tenham um exército junto com elas. Pô, eu gostaria que o meu e-mail fosse super bem escrito e eu sou um cara que escreve muito bem, então eu vou deixar ela fazer o quê? Vou deixar ela fazer a abertura do e-mail, me ajudar a escolher qual é o melhor produto, segmentar o meu cliente… porque isso são coisas que eu não sei fazer. Mas escrever? Pode deixar, escrever eu vou escrever muito bem. E no dia que eu não estiver tão inspirado, eu peço para ela escrever e eu vou lá e corrijo. Você acredita que esse é o próximo passo natural? Teremos menos especialistas generalistas e teremos pessoas fazendo coisas nas quais elas são boas?

Cristiano Mendes: Eu acredito que sim. Acho que a IA veio para nos tornar muito mais produtivos e eliminar o tempo que perdíamos fazendo tarefas que às vezes não queríamos estar fazendo, mas éramos obrigados. O exemplo que você deu é perfeito: a IA como esse copiloto que faz para mim aquilo que eu não gosto. Eu vou dedicar meu tempo naquilo que sou bom, revisando o trabalho que ela está fazendo, mas me dedicando naquilo que adiciona mais valor. Tanto como lojista quanto como executivo, eu uso IA o dia inteiro no meu trabalho para torná-lo mais eficiente.

Cristiano Mendes: O que antes eu gastava um tempão… quando falamos de expansão, fazer um plano para outro país, obviamente que eu tenho toda a estrutura mental, mas para deixar bonitinho, formatado, para criticar o meu trabalho…

Edvaldo Firme: “Agindo como fulano de tal, como você acha que esse texto seria interpretado?”.

Cristiano Mendes: “Que pontos estou esquecendo aqui? Quais são meus pontos cegos? Que falhas você vê nesse meu plano?”. Acho que tudo isso são coisas que podemos usar a nosso favor. E no e-commerce é a mesma coisa. Você pega a descrição do seu produto… eu não escrevo tão bem quanto você. Eu boto a descrição de um jeito que acho que é funcional. Jogo lá na IA: “reescreva essa descrição de produto de forma que fique atrativa para o cliente, ressalte os atributos”.

Edvaldo Firme: Ah, mas o trabalho da IA é muito plástico… Gente, pode ser muito plástico, mas é melhor do que não ter. De novo: tem muita gente que precisa começar. Ele precisa escrever dez copies com IA para ter tempo de ler as dez e falar: “pô, essa aqui eu gostei mais, vou me inspirar nessa”. É testar e botar a mão na massa sem tanto medo do erro. Grande parte do público tem problemas com o “não vou conseguir fazer”, “não vou dar conta”, somado ao alto custo de investimento em tecnologia e tempo. Se eu não sei nada de design, não vou nem me atrever a abrir um e-commerce… Peraí, cara! Você sabe tirar foto do produto? Pronto, temos um começo. A IA facilitou muita gente a achar aquele “fiozinho da meada” que fica perdido no meio.

Cristiano Mendes: Se você não for muito bom em foto, tira a foto, sobe lá e pede para a IA dar um tapa no visual do negócio. Pede para pegar esse copo aqui e colocar num ambiente que fique bonito, com uma luz legal…

Edvaldo Firme: Com uma luz e tal.

Cristiano Mendes: Pense como um comprador para dar o comando. Pede para fazer de uma forma que deixe aquilo atrativo. “Ah, é plástico demais”. Às vezes pode ficar artificial e tem que ter esse cuidado. É importante sempre mesclar essa foto bem tratada com fotos reais do produto, para não gerar uma percepção de apenas um produto artificial para o cliente quando ele recebe em casa. Mas a descrição de produto tem pelo menos dois consumidores: o cliente e a própria IA.

Edvaldo Firme: E a própria IA.

Cristiano Mendes: Então, por mais que soe plástica, muitas vezes ela precisa seguir uma certa estrutura que a IA vai entender para influenciar o posicionamento depois no Google, numa busca orgânica. Agora teremos a busca e recomendação de produto dentro da própria IA, então você tem que tentar hoje atender os dois públicos.

Edvaldo Firme: Eu uso IA desde o momento que lançou. Eu trabalhava com edição de conteúdo escrito e lembro de um amigo meu me mandando o link do chat e falando: “use com cuidado”. Foi só isso. Eu abri, vi aquele prompt, não entendi nada. Aí perguntei alguma coisa para ele. Na hora que vi a primeira devolutiva, eu olhei e falei: “Ok, daqui para frente o mundo vai ficar muito doido”. Sendo uma pessoa da tecnologia, Cris, eu queria não só falar das coisas boas: você consegue enxergar algum ponto negativo nessa grande expansão tecnológica?

Cristiano Mendes: Acho que pontos negativos têm. Temos um risco muito grande quando falamos de IA: os deep fakes talvez sejam o maior risco hoje, dentro de cenários extremamente polarizados, contextos de política… isso tende a ser um risco muito grande. O CEO da Anthropic tem sido uma voz forte dizendo que estamos próximos de colapsar, de chegarmos num ponto onde a IA vai se tornar uma grande ameaça para a humanidade. Talvez esteja exagerando para trazer atenção para o negócio dele, mas existe sempre um desafio que é entender. A gente não gosta de regulação, mas algumas coisas precisam talvez de alguma dose de regulação ou de um acordo global.

Edvaldo Firme: Aqui é o platô.

Cristiano Mendes: Até onde a gente vai com isso, para não virar um filme do Exterminador do Futuro onde viramos alvo dos robôs.

Edvaldo Firme: Das máquinas. Eu acho que estamos um pouco longe da Skynet. Minha visão é que estamos longe de acabar o mundo, mas eu busquei essa pergunta para trazer essa conexão com você, que já trabalhou nas tais megacorporações. Quando falamos de empresas gigantes, são elas que atualmente dominam grande parte dessas tecnologias. Você acredita que essas grandes corporações se mantêm ou em algum momento se tornarão absolutas? Por exemplo, o Google foi oferecido ao Yahoo por 1 milhão de dólares e hoje temos a Alphabet, uma das maiores empresas do mundo. Você acredita que seremos reféns dessas tecnologias proprietárias?

Cristiano Mendes: Surgiram novas grandes empresas, como a OpenAI e a Anthropic, mas as tradicionais big techs têm conseguido se reinventar muito como negócio. Por mais que tenham iniciado a corrida um pouquinho atrasadas, o Google, por exemplo, tem conseguido recuperar muito o tempo perdido. Hoje em dia é muito bom, nos deixa embasbacados. Talvez a Meta esteja um pouco mais perdida porque primeiro foi para o lado do Metaverso e fez aquela aposta gigantesca.

Edvaldo Firme: Em compensação, o óculos novo deles está muito legal.

Cristiano Mendes: Ficou bom, né? O Ray-Ban da Meta está legal. Agora estão tentando reconstruir. O que eu acho é que as big techs conseguem se mover com agilidade, mas são lentas; são corporações muito grandes que têm o desafio de manter o que já existe e, ao mesmo tempo, produzir inovação, que exige risco. E elas estão competindo com empresas focadas só naquilo, como a OpenAI.

Edvaldo Firme: “Eu vou fazer e vocês me pegam no caminho”.

Cristiano Mendes: Eu acho que teremos mais concorrência. Talvez alguma delas fique pelo caminho por não conseguir desenvolver ou ficar no mesmo patamar, mas não acho que teremos um monopólio. Tende a ser um pouquinho mais disperso, mas também não totalmente pulverizado, porque o controle e acesso ao capital acaba convergindo para esse mesmo grupo de empresas. O capital converge para um mesmo ponto.

Edvaldo Firme: Existe um grande turbilhão de dinheiro girando em torno dos mesmos lugares. E qual é o papel da América Latina no meio de tudo isso? Estamos vendo não só o Brasil, mas todo o Latam tomando uma expansão tecnológica gigante. Tem quem diga que este é o momento da Revolução Industrial 2.0, porque são países que mantêm uma força industrial e agora recebem mais tecnologia. Você acredita que a nossa região é algo de pensamento global ou um movimento estratégico?

Cristiano Mendes: Eu vejo a América Latina… quando pensamos em empreendedorismo, existem basicamente duas vertentes: empreender por oportunidade ou por necessidade. Na América Latina empreendemos muito por necessidade. Todos os países sofrem de problemas estruturais parecidos: ciclos econômicos de altos e baixos, problemas políticos, crises… e isso cria uma resiliência muito grande no empreendedor.

Edvaldo Firme: Ele já está preparado.

Cristiano Mendes: Ele está calejado, acostumado a lidar com essas oscilações. Então, quando tecnologias surgem na América Latina, elas tendem a ser bastante perenes e duradouras. Diferente do mercado norte-americano, onde o acesso ao capital é mais fácil e estável, as tecnologias surgem rápido mas também morrem rápido. Na América Latina o crescimento acontece num ritmo menor até pegar tração, e depois escala numa velocidade muito boa. Acho que estamos nesse ponto de inflexão, desse crescimento acelerado.

Edvaldo Firme: O grande boom.

Cristiano Mendes: Grande boom. Tivemos um grande crescimento de adoção e maturidade tecnológica na América Latina nos últimos anos. Vemos grandes e-commerces, como o próprio Mercado Livre com crescimento gigantesco, a Amazon crescendo… esses grandes players são um reflexo do potencial de consumo da região. Para quem opera sua própria loja, o momento é muito positivo. E nós, como edrone, enxergamos isso também, porque para o nosso tipo de solução de automação de marketing, preciso que exista já um certo entendimento sobre o fazer marketing.

Edvaldo Firme: E depois sobre o que é a ferramenta.

Cristiano Mendes: Exato. O que eu escutava muito era: “botei minha loja no ar, mas não vendo nada”. Eu perguntava: “mas você promove a sua loja?”. “Não”. É a mesma coisa que abrir uma loja na rua mais escondida do bairro e não divulgar para ninguém. É o beco da internet.

Edvaldo Firme: O beco da internet é mais escuro.

Cristiano Mendes: E mais escuro ainda. Quando passamos por esses estágios de maturidade — entender que preciso promover, seja de forma orgânica com redes sociais ou produzindo conteúdo — já elevamos o nível. Quem começa na internet hoje já entende que precisa fazer marketing de alguma maneira. E aí já temos um estágio onde posso falar de automação de marketing.

Edvaldo Firme: Vai ter muita gente que vai chegar só curiosa, gente que chegou e ainda não era o momento de compra, e você perde essa oportunidade. Entender o valor dos dados é o principal momento agora no Brasil. Você acha que isso se reflete na América Latina por completo? As pessoas entenderam qual é o valor dos dados hoje?

Cristiano Mendes: Acho que sim. Ouvimos falar muito de ser dono dos dados, o First-party data, não ficar refém do intermediário, do Google ou do marketplace, para ser o dono daquele cliente. O que vejo é que CRM talvez seja um conceito que as pessoas até entendam: “ah, eu tenho um CRM, tenho esses dados aqui”, mas não fazem nada com aquela informação. E aí não serve para nada. Você tem que olhar para essa base e tentar extrair valor. Volta de novo: você pode usar a IA…

Edvaldo Firme: E ela vai te ajudar.

Cristiano Mendes: Vai te ajudar a extrair valor daquilo para pensar no que fazer. Você pode usar a edrone, que vai segmentar automaticamente aquela base que já está no produto. Mesmo quando o negócio é pequeno, não pode ficar refém do pensamento de que “isso custa caro”. Hoje usar o ChatGPT é de graça e ele faz essa análise para você.

Edvaldo Firme: Hoje usar a edrone é gratuito.

Cristiano Mendes: É gratuito também, então você consegue experimentar o gostinho da automação de marketing sem pagar nada. Esses são passos que o lojista precisa entender. Olhamos para a América Latina e vemos esse momento de maturidade. Estamos levando a edrone para o México, que é um mercado com nível de maturidade para e-commerce muito próximo do Brasil, sofre influência da tecnologia americana e tem uma adoção de tecnologia muito bacana. Temos uma expectativa de crescer muito lá.

Edvaldo Firme: Massa! E quais são as expectativas tecnológicas que você tem para 2026? Se há cinco anos alguém falasse que teríamos vídeos produzidos por IA, diríamos: “será?”. Hoje vemos o Sora, o Gemini, agentes de IA… qual é o próximo passo? Vamos para dentro da Matrix?

Cristiano Mendes: Acho que estamos caminhando para perto dela. Vejo este ano como um ano onde vamos evoluir muito no conceito de “agente de comércio”. É o consumo feito por agente, seja por voz ou mensagem dentro de um WhatsApp.

Edvaldo Firme: Um personal shopper.

Cristiano Mendes: Esse personal shopper, você interagindo com um assistente de IA e ele procurando a melhor oferta para você. “Quero comprar uma camiseta nova do modelo X”. Ele vai encontrar a melhor oferta, fazer a compra e resolver o problema. O lojista tem que estar preparado para esse novo cenário, para aquela descrição de produto que talvez pareça robótica, mas terá um agente ali comprando. O assistente de IA como vendedor tende a aumentar muito a relevância, fechando a venda de forma mais positiva. A descoberta de produto vai mudando.

Cristiano Mendes: A descoberta acontecia no Google, depois mudou para dentro do marketplace, e agora passa para as ferramentas de agente. Ela já te traz um produto com muito mais contexto. Diferente do Google Shopping, que tem anúncio, preço e frete, o agente faz uma curadoria: ele não te entrega dez resultados, ele te entrega um.

Edvaldo Firme: E aquele. Eu acho esse comportamento não só muito possível, como já está acontecendo. Eu sou um consumidor ávido de TikTok e vejo que o TikTok Shop já é um baita negócio. O algoritmo do TikTok sabe qual cor de camiseta você gosta. Isso somado à experiência de compra dentro da plataforma faz você ser impactado pelo produto ideal. O Social Selling e o Social Shopping vão ficar cada vez mais comuns. Muita coisa no e-commerce se mantém: falavam que e-mail não funcionava, e até hoje funciona.

Cristiano Mendes: Ainda funciona.

Edvaldo Firme: Aí veio o WhatsApp, SMS, live shopping… as pessoas falam que vai acabar, mas eu acredito que cada vez mais vai ficar impossível olhar para trás e pensar: “lembra daquela época que era só mudar um botão?”.

Cristiano Mendes: Mudar do azul para o verde já aumentava a conversão.

Edvaldo Firme: Ou colocar um banner escrito “hoje tem promoção” e vender pra caramba.

Cristiano Mendes: É a complementaridade de canais. Os canais não se sobrepõem. O e-mail tem a parcela dele, o SMS, o WhatsApp, o live shopping… você deve utilizar como um complemento. Não existe uma bala de prata. Você tem que atingir o cliente em diferentes meios. O TikTok funciona super bem com micro-influenciadores, as lojas vendem pra caramba. Mas esse canal é um complemento, porque nem todo mundo que entra na sua loja vai comprar.

Edvaldo Firme: E nem todo mundo que está no TikTok vai comprar também.

Cristiano Mendes: Exato. Você precisa de diferentes táticas para capturar a atenção e não ter que pagar de novo à Meta ou a comissão do influenciador. O dado tem que ser seu. Capture o máximo de informação desse cliente, porque isso tem muito valor para fazer um lançamento ou uma campanha.

Edvaldo Firme: Hoje tem tanta coisa para ser feita que as pessoas só precisam usar a cabeça e pensar: “por onde vou começar?”. Fazer uma trilha de e-mail que vira WhatsApp, que vira SMS… quem completou as três partes é um público super quente. Depois que você vê o quebra-cabeça pronto, parece fácil, mas é pecinha por pecinha. Cris, queria aproveitar para resumir: a tecnologia não para, ela só avança. E explicamos o porquê: não é só o capitalismo, é a importância de estar munido das ferramentas corretas para vender melhor. O Brasil e a América Latina representam um espaço fantástico para isso. Algum complemento final?

Cristiano Mendes: Fiquem de olho no caminho dos agentes de e-commerce. Pode parecer distante, mas se você começa a testar no dia a dia, entende como isso evolui. Use a IA para melhorar a descrição do seu produto, pedir ideias de títulos, fazer testes. Tenho certeza que vai te ajudar a vender mais.

Edvaldo Firme: Maravilha! E para você que acompanhou o nosso episódio até agora, não esquece de clicar no joinha aqui embaixo, deixar um comentário e mandar para aquela pessoa que precisa entender como a tecnologia está avançando. A gente se vê no próximo episódio. Muito obrigado, Cris, e tchau, tchau!

Cristiano Mendes: Valeu!

Sobre o apresentador

Edvaldo Firme

Edvaldo Firme

Apaixonado por marketing digital há mais de 12 anos! Especializado em SEO e copywriting, ajudo empresas a melhorar sua visibilidade online e gerar conversões.

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